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Dia Mundial contra a Trata de Pessoas

📅 30 de Julho 🏛️ ONU Oficial ONU 📜 A/RES/68/192
30
Julho
Data fixa todos os anos
Sim
Oficial ONU
Reconhecido pelas Nações Unidas
Direitos Humanos
Categoria
55 dias nesta categoria

Em pleno século XXI, milhões de pessoas continuam a ser compradas, vendidas e exploradas como mercadoria. A 30 de julho assinala-se o Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, instituído pela ONU para combater um dos crimes mais graves contra a dignidade humana.

O dado
61% das vítimas são mulheres e raparigas
As vítimas de tráfico detetadas no mundo aumentaram 25% em 2022 face ao período anterior à pandemia. As mulheres e as raparigas continuam a ser a maioria: 61% do total. (UNODC, Relatório Mundial sobre o Tráfico de Pessoas 2024)

História e origem do Dia

A Assembleia Geral da ONU proclamou esta data na resolução 68/192, em 2013. O UNODC, o gabinete da ONU contra a droga e o crime, lidera a resposta global e elabora o relatório de referência sobre este crime. O símbolo da campanha é o Coração Azul, que representa a tristeza das vítimas e a frieza de quem as explora.

O que é o tráfico de pessoas?

É a captação e o transporte de pessoas através do engano, da coação ou da força, com o objetivo de as explorar. As suas formas mais frequentes são a exploração sexual e o trabalho forçado, mas também inclui a mendicidade forçada, os casamentos servis ou o tráfico de órgãos. Não deve confundir-se com a "escravatura moderna", um conceito mais amplo que a OIT estima em cerca de 50 milhões de pessoas: o tráfico implica sempre captação e exploração.

O dado
650 vítimas sinalizadas em Portugal em 2023
Portugal registou 650 presumíveis vítimas de tráfico em 2023, um aumento de 72% face ao ano anterior e o valor mais alto desde 2019. A exploração laboral foi o tipo predominante. (Observatório do Tráfico de Seres Humanos)

Uma realidade próxima, também em Portugal e no Brasil

O tráfico não acontece só "longe". Os dados de Portugal mostram redes a operar no país, sobretudo para exploração laboral, com vítimas vindas do Brasil, da Colômbia ou do Nepal. No Brasil, os relatórios oficiais alertam para o papel crescente das redes sociais na captação de vítimas. Esse vínculo torna a luta contra o tráfico uma responsabilidade partilhada entre países de origem e de destino, e também dos cidadãos atentos.

Sem procura não haveria tráfico

O tráfico existe porque alguém paga pelos seus "produtos": sexo, mão de obra barata, serviços. Essa procura é o motor do negócio e, por isso, combatê-la não é só tarefa da polícia. O consumo de prostituição que esconde exploração, a compra de produtos fabricados com trabalho escravo ou o silêncio perante uma situação suspeita alimentam, sem querer, a engrenagem. Cada pessoa pode quebrar um elo: informando-se sobre a origem do que consome, não normalizando a exploração e denunciando quando algo não encaixa. O tráfico sustenta-se na invisibilidade; torná-lo visível é já uma forma de o combater. Falar do tema, sem sensacionalismo, ajuda as vítimas a serem reconhecidas e a encontrar ajuda.

Como se combate e como ajudar

  • Aprende a reconhecer os sinais de alarme: controlo de documentos, isolamento, medo, jornadas extenuantes.
  • Desconfia de ofertas de trabalho "boas demais" no estrangeiro.
  • Se suspeitares de um caso, avisa a polícia ou as linhas de ajuda especializadas.
  • Apoia as organizações que assistem e protegem as vítimas.
  • Divulga com respeito, sob o símbolo do #CoraçãoAzul.

Nenhuma pessoa deveria ter um preço. O Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas lembra-nos de que por trás de cada número há uma vida roubada, e que combater este crime começa por não olhar para o lado. Porque a liberdade não se compra nem se vende, e proteger a dos outros é também defender a nossa.

#CoraçãoAzul

Linhas de apoio em Portugal, no Brasil e em Espanha

Estes são os números das entidades que os operam, não de uma recolha de terceiros. Se o perigo for imediato, em Portugal e no resto da União Europeia o número de emergência é o 112.

Linhas gratuitas e de cobertura nacional, confirmadas em setembro de 2026 no site do organismo que as presta.
PaísLinhaO que atende
Portugal800 202 148Violência doméstica, da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género
Portugal116 111SOS Criança, do Instituto de Apoio à Criança
Portugal116 000SOS Criança Desaparecida, do mesmo instituto
BrasilLigue 180Central de Atendimento à Mulher, do Ministério dos Direitos Humanos
BrasilDisque 100Disque Direitos Humanos, do mesmo ministério
Espanha016Violência contra a mulher, 24 horas e em 53 línguas
Espanha116 111 · 900 20 20 10Crianças e adolescentes, da Fundação ANAR

Para outros países existe o diretório internacional Find a Helpline, que confirma os dados com cada serviço e cobre mais de 130 países.

Verificado pela redação de Dia Internacional

Revisto a

Fontes

#DíaMundialTrataPersonas