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Dia da Discriminação Zero

📅 1 de Março 🏛️ ONUSIDA Oficial ONU
1
Março
Data fixa todos os anos
Sim
Oficial ONU
Reconhecido pelas Nações Unidas
Direitos Humanos
Categoria
55 dias nesta categoria

Uma borboleta, símbolo universal da transformação, é o emblema de uma efeméride que reivindica algo tão básico como tratar todas as pessoas com dignidade. A 1 de março assinala-se o Dia da Discriminação Zero, uma efeméride impulsionada pela ONUSIDA, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o VIH/sida, para defender o direito de cada pessoa a viver de forma plena e com dignidade, seja qual for o seu aspeto, a sua origem ou quem ama.

O dado
63 países
Em junho de 2024, ainda 63 países criminalizavam as relações consentidas entre pessoas do mesmo sexo, e 156 puniam de algum modo a transmissão ou exposição ao VIH, segundo a ONUSIDA.

História e origem

A ONUSIDA lançou a campanha Discriminação Zero a 1 de dezembro de 2013, por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Sida. Poucas semanas depois, a 27 de fevereiro de 2014, o seu então diretor executivo, Michel Sidibé, apresentou oficialmente a data num grande evento em Pequim, e a 1 de março de 2014 assinalou-se pela primeira vez. A borboleta foi escolhida como símbolo por representar um processo de metamorfose: a aspiração de transformar o medo e o preconceito em respeito e convivência. Embora tenha nascido ligada à resposta ao VIH, a efeméride abrange hoje toda a forma de discriminação por motivos de género, idade, religião, orientação sexual, deficiência, etnia ou estado serológico.

Porque se assinala?

A discriminação não é apenas injusta: custa vidas. O estigma afasta as pessoas dos testes médicos, do tratamento e do emprego, e perpetua a pobreza e a exclusão. No caso do VIH, o medo da rejeição leva muitas pessoas a ocultar o diagnóstico e a não aceder aos serviços de saúde, o que agrava a epidemia. Por isso a data não se apresenta como uma festa, mas como um lembrete sério de que a igualdade perante a lei e o trato digno são direitos humanos, e não privilégios. Defendê-los protege toda a sociedade, e não apenas quem sofre a discriminação de forma direta.

O dado
52,9 %
No Brasil, 52,9 % das pessoas que vivem com VIH já sofreram algum tipo de discriminação ao longo da vida, segundo um estudo do Índice de Estigma divulgado pela ONUSIDA.

Do estigma aos direitos: leis que mudam

A boa notícia é que o panorama legal avança. Mais de dois terços dos países do mundo já não criminalizam as pessoas LGBTQ+, e só entre 2022 e 2024 sete países revogaram leis que penalizavam as relações entre pessoas do mesmo sexo. Na última década fizeram-no Estados tão diversos como a Índia, o Botsuana, Barbados, as Maurícias ou Trindade e Tobago. Cada lei revogada demonstra que a discriminação não é um destino inevitável, mas uma decisão política que pode ser invertida. A ONUSIDA insiste em que descriminalizar salva vidas, porque aproxima as pessoas da prevenção e do tratamento em vez de as empurrar para a clandestinidade.

Como se vive no Brasil e em Portugal

No Brasil, a lei 12.984 de 2014 torna crime a discriminação contra as pessoas que vivem com VIH ou sida, um exemplo de proteção legal pouco frequente na região. Em Portugal, organizações como a GAT e várias autarquias assinalam a data com campanhas, ações de sensibilização e iniciativas de educação para a saúde. Muitas instituições iluminam edifícios ou partilham o símbolo da borboleta para recordar que a diversidade nunca deve traduzir-se em desigualdade de trato. É um facto que o preconceito recua quando a informação e o exemplo das instituições ocupam o seu lugar.

Como participar e contribuir

  • Revê os teus próprios preconceitos e evita comentários ou «piadas» que humilhem outras pessoas.
  • Partilha informação verdadeira sobre o VIH e desmonta boatos que alimentam o estigma.
  • Apoia organizações que defendem os direitos de grupos discriminados.
  • Denuncia o assédio e a discriminação que vires no trabalho, na escola ou na internet.
  • Divulga o símbolo da borboleta e a mensagem de igualdade nas tuas redes sociais.

A Discriminação Zero não pede gestos extraordinários, mas a decisão diária de tratar cada pessoa com o mesmo respeito. Como recorda a ONUSIDA, todos temos direito a viver uma vida plena e com dignidade, sem importar como somos nem quem amamos.

A discriminação não desaparece por decreto: combate-se todos os dias, em cada gesto quotidiano e em cada norma que iguala direitos.

Defende a igualdade neste 1 de março. #DiscriminaçãoZero

Verificado pela redação de Dia Internacional

Revisto a

Fontes

#DíaCeroDiscriminación