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Dia Mundial da Infância

📅 20 de Novembro 🏛️ ONU/UNICEF Oficial ONU 📜 A/RES/836(IX)
20
Novembro
Data fixa todos os anos
Sim
Oficial ONU
Reconhecido pelas Nações Unidas
Direitos Humanos
Categoria
55 dias nesta categoria

Cada criança, independentemente de onde nasça, tem direitos que nenhum governo deveria poder ignorar. Sobre essa ideia ergueu-se o tratado internacional mais ratificado da história. A 20 de novembro assinala-se o Dia Mundial da Infância, a data em que a UNICEF e a ONU recordam a adoção, em 1989, da Convenção sobre os Direitos da Criança. É um dia para celebrar os avanços, mas também para olhar de frente o que ainda falta.

O dado
196 Estados
A Convenção sobre os Direitos da Criança foi ratificada por 196 Estados, o que a torna o tratado de direitos humanos mais aceite do planeta. Os seus 54 artigos obrigam os governos a garantir a educação, a saúde, a proteção e a voz de cada criança. (Nações Unidas e UNICEF)

História e origem do Dia Mundial da Infância

A data tem um duplo significado. A 20 de novembro de 1959, a Assembleia Geral da ONU aprovou a Declaração dos Direitos da Criança; trinta anos depois, no mesmo dia de 1989, adotou a Convenção, um texto já vinculativo. A origem do dia, porém, é anterior: em 1954, através da resolução 836(IX), a ONU recomendou instituir um Dia Universal da Criança para promover a fraternidade e o bem-estar da infância em todo o mundo.

Convém uma nota: em Portugal, o popular Dia da Criança comemora-se a 1 de junho, pelo que o 20 de novembro é conhecido sobretudo como o dia dos direitos da criança, ligado à Convenção. A Convenção trouxe uma mudança de olhar: pela primeira vez, as crianças deixavam de ser vistas apenas como objeto de proteção para serem reconhecidas como sujeitos de direitos. Só um país membro da ONU não a ratificou: os Estados Unidos.

Porque se assinala?

Porque, apesar dos avanços, a infância continua a ser a etapa mais vulnerável. Milhões de crianças crescem sem acesso à educação, sofrem desnutrição, trabalho infantil ou deslocações forçadas por guerras e catástrofes. O dia procura lembrar aos Estados os seus compromissos e dar visibilidade a uma realidade que nem sempre ocupa os títulos. Não é uma celebração festiva, mas um apelo à responsabilidade coletiva. Aos problemas históricos juntam-se hoje desafios novos: a saúde mental de crianças e adolescentes, o impacto dos ecrãs e das redes sociais, o ciberbullying ou o fosso educativo deixado pelas crises recentes. Proteger a infância no século XXI significa também cuidar do seu bem-estar emocional, e não apenas da sua sobrevivência.

O dado
32 milhões de crianças no Brasil
No Brasil, pelo menos 32 milhões de crianças e adolescentes vivem em pobreza multidimensional, quando se contam privações de rendimento, educação, saneamento e moradia. Também em Portugal, o próprio Presidente da República tem alertado para a pobreza infantil como um dever de proteção coletivo. (UNICEF)

O que protege realmente a Convenção

Convém conhecer o seu alcance para a valorizar. A Convenção reconhece o direito de toda a criança a um nome e uma nacionalidade, a viver com a sua família sempre que possível, a receber educação e cuidados de saúde, a estar protegida contra a exploração e o abuso, e a que o seu interesse superior oriente qualquer decisão que a afete. Introduziu ainda um princípio revolucionário: o direito da criança a opinar e a que a sua opinião seja tida em conta consoante a idade e a maturidade. Dela derivam leis nacionais de proteção da infância em quase todo o mundo. Com o tempo, a Convenção foi reforçada com protocolos facultativos que abordam assuntos especialmente dolorosos: a participação de crianças em conflitos armados, a venda de menores, a prostituição e a exploração infantil. É, por isso, um texto vivo, que continua a adaptar-se às ameaças de cada época.

Como se vive em Portugal e no Brasil

Em Portugal, a data mobiliza escolas, autarquias e campanhas sobre pobreza infantil e saúde mental, num país onde as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) acompanham milhares de casos de risco. No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, é uma das legislações de proteção mais avançadas da região, embora a desigualdade e o trabalho infantil continuem a ser desafios profundos.

Como participar

  • Ouve as crianças do teu meio: a opinião delas também conta.
  • Conhece e divulga os direitos da criança consagrados na Convenção.
  • Apoia organizações que trabalham contra a pobreza infantil.
  • Denuncia qualquer situação de maus-tratos ou abandono que detetes.
  • Defende uma infância livre de violência e com acesso à educação.

Como lembra a UNICEF, os direitos da infância não são uma dádiva que se concede, mas uma obrigação que se cumpre. O Dia Mundial da Infância interpela-nos a todos: governos, escolas e famílias. Porque a forma como tratamos hoje os mais pequenos define a sociedade que seremos amanhã.

#DiaMundialDaInfância

Verificado pela redação de Dia Internacional

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