O 14 de fevereiro é provavelmente o dia mais polarizante do calendário. Ama-se ou odeia-se. Mas o Dia de São Valentim é um fenómeno cultural e económico que merece um olhar mais curioso do que romântico.
Um santo decapitado que casava soldados em segredo
A história mais aceite situa Valentim de Roma no século III. O imperador Cláudio II proibiu o casamento aos soldados jovens — acreditava que os solteiros lutavam melhor. Valentim, sacerdote cristão, casava casais em segredo. Foi preso e decapitado a 14 de fevereiro do ano 269 d.C.
Conta a lenda que estando preso se apaixonou pela filha do carcereiro e lhe escreveu uma carta assinada "do teu Valentim" — expressão que continua a usar-se 1.750 anos depois.
O mesmo dia, celebrado de formas muito diferentes
No Japão, são as mulheres que oferecem chocolate: o honmei-choco (amor verdadeiro) e o giri-choco (cortesia). Um mês depois, os homens retribuem no "White Day". Na Finlândia, o 14 de fevereiro é o Dia da Amizade. No Brasil, o dia dos namorados celebra-se a 12 de junho, véspera de Santo António. Em Gales, celebram o Dia de São Dwynwen a 25 de janeiro.
Na Arábia Saudita, a celebração esteve proibida até 2018. Na Coreia do Sul, o 14 de abril é o "Black Day": os solteiros comem noodles pretos em solidariedade.
Curiosidades
- A rosa vermelha como símbolo do amor vem da mitologia grega: nasceu do sangue de Afrodite ao picar-se com um espinho.
- A caixa de bombons em forma de coração foi inventada por Richard Cadbury em 1861.
- Verona recebe 50.000 cartas dirigidas a Julieta cada fevereiro. Uma equipa de voluntários responde a todas.
- Na Alemanha, os porcos de peluche são presente tradicional — o porco é símbolo de boa sorte.